mardi 6 mars 2007

Estou na area, folks


Eu tenho Skype! (muito bem inaugurado com 1 hora de papo com Paulinho).

vendredi 2 mars 2007

Um bolo de chocolate moelleux delicioso e muito facil de fazer



Ingredientes
100 g de farinha
150 gramas de manteiga
200 g de chocolate em barra (prefiro amargo)
4 ovos
150 g de açucar (eu boto bem menos, tipo uns 80g)

(isso, não tem fermento)

Modo de fazer
Derreter o chocolate a a manteiga, misturar os dois.
Bater os ovos (gema e clara) com açucar até embranquecer. Adcionar a farinha. Misturar bem. Adcionar o chocolate+manteiga. Misturar bem.
Virar tudo numa forma untada (o bolo fica melhor numa forma mais alta que larga).
20 minutos no forno (temperature meio alta) jah aquecido. O bolo não pode cozinhar muito se não perde a graça. Ele é bom “mal passado” por dentro (e, portanto, moelleux).

Variação: fica uma delicia se você misturar com o chocolate derretido uns 5ml de café muito muito forte (funciona também um pouco de poh café soluvel).

Enjoy!

(Ai, estah na hora do almoço, eu morrendo de fome. Escrevi a receita e fiquei salivando!)

Benvindos

Acaba de ser confirmada a vinda de Bibi e Xabi, o super casal de Londres, esse fim de semana. Estou adorando. Preciso arranjar uns programinhas legais. O pacote para amigos queridos inclui: foie gras e magret de canard, muito vinho, Toulouse e Canal de Midi by bike e Marché Saint Aubin no domingo de manhã. Estou imaginando também jantar no Les Ogres e cervejotas belgas no L’Entrepôt (ou vinho + queijo no L’Oenotilus, o barco-bar a vinho no canal de Midi). Seria otimo um showzinho ou espetaculo de circo sabado à noite. Estou por fora. Tem Pulcinella na sexta mas eles chegam tarde demais. A ver.

Esse ano tem sido animadissimo. Temos recebido amigos queridos direto. Em janeiro foram meus pais, que duraram umas 3 semanas. Depois teve Guillaume, amigo do Julien que mora nos Pirineus. E aih Marie (irmã do Julien) e sua amiga Julie por cinco dias. Fim de semana passado, Nico de Marseille. Esse fim de semana, Bibi e Xabi. Fim de semana que vem, Raphael e Emily vindo de Grenoble. Fim abril tem Alice, diretamente do Rio de Janeiro.

Queridos, se vocês continuarem vindo, a gente até pensa em alugar um apartamento maior!

jeudi 1 mars 2007

Elections Presidéntielles - Parte II


Sobre o Le Penn, no comments.

A Arlette Laguiller é a eterna candidata pelo FO. Segundo declarações, esse ano é a ultima vez. Ela é a camarada de esquerda que se veste que nem homem mal vestido, grita, e suas propostas são diminuir significativamente as taxas de juros pagas pelo estado a seus credores, democracia direta, submeter as decisões de cada grande empresa ao "controle da coletividade", e atacar os malfeitos da sociedade capitalista (eu não estou de sacanagem. Veja.)

O Bové é aquele que destroi McDonalds e plantações. Em 27/fevereiro ele foi condenado a 4 meses de prisão por destruir uma plantação de milho OGM. é o candidato da esquerda camponesa. Ele é até simpatiquinho, mas eu não tenho o menor saco pra esquerda camponesa.

O Sarkozy é o monstro. Escola Bush de manipulação e criação do medo. E aih ele se apresenta como solução do problema (o medo) que ele criou. Ele é Ministro do Interior do atual governo. Entre suas gracinhas ele proibiu que mais de 3 pessoas se reunam embaixo de um prédio. Politica securitaria, aumento do numero de policais (que na França, são tradicionalmente violentos), expulsão de imigrantes ilegais a rodo etc etc. Um charme. Se ele for eleito, a França serah menos bela. Pequena anedota: o cara é tão gente boa que o Chirac (presidente) e o Villepin (primeiro ministro), que são do partido do Sarkô, jah declararam publicamente que não votarão nele.

Nos resta, portanto, a Segô e o Bayrou. Sei pouco desses dois. Sempre tendo pro PS e eu gosto de votar em partido. Mas a Segô não estah conquistando o coração de ninguém, apesar dela ser PS e ter uma equipe séria e respeitada por tras (hohoho). Falta carisma nessa moçoila, acho. O comentario é sempre que ela não tem envergadura pra ser presidente da Republica. Eu acho isso uma babaquice. O mais correto seria: ela não tem envergadura pra GANHAR uma eleição pra presidente da Republica. Ainda mais num pais conservador e machista como a França, diga-se de passagem (sim, eu desconfio que uma parte da "falta de envergadura" esteja relacionada ao fato dela ser mulher.). Mas o grande perigo da Ségolène é que existem grandes chances que ela não leve um segundo turno contra o Sarkô. A mulher não convence.
E aih de repente é esse Bayrou, que num momento normal, jamais chegaria à presidência. Who is Bayrou? Ah, ok, politico sério, rodado etc mas menos, né? Soh que geral estah pensando em votar Bayrou, geral que vota PS sempre, geral de esquerda estah com Bayrou. E aih ele subiu nas pesquisas e quem sabe não rola um segundo turno? E no segundo turno ele deve levar contra o Sarkozy, o que, afinal de contas, é o mais importante.

mardi 27 février 2007

Elections Presidéntielles - Parte I

São varios candidatos, uns 35 declarados. Nem todo mundo pode ser candidato. Pra ser candidato, o cara/a cara precisa de uma lista com assinatura de pelo menos 500 prefeitos. Nem todos na lista dos 35 tem todas as assinaturas (por isso “candidatos declarados”).

Os com mais intenção de voto são:

- Ségolène Royal do PS (Partido Socialista, esquerda) 25,5%
- Nicolas Sarkozy do UMP (Union pour un Mouvement Populaire, o partido do atual presidente - Jacques Chirac, direita) 29%
- François Bayrou do UDF (Union pour la Democratie Française, centro-direita) 19%
- Jean-Marie Le Penn do FN (Front National, extrema-direita)
- José Bové, sem partido ("sans étiquette", esquerda da esquerda)
- Arlette Laguiller do FO (Force Ouvrière, extrema-esquerda)

Depois tem uns candidatos declarados com afiliações do tipo Génération Ecologie, Association Retraités Invalides (Associação Aposentados Invalidos!!!), Candidats de Maires aux élections Presidentielles (Candidato dos Prefeitos às Eleições Presidenciais), Alliance Royale, Attention! Handicap, Rassemblement des Contribuables Français, Esperanto Liberté, Mouvement Utopies Concrète.

Não pergunta que eu não sei. Instituições francesas é um negocio que você soh tem capacidade de um dia vir a compreender plenamente se você foi fecundado, parido e criado na França, com muito pão, manteiga, vinho, De Gaulle e Napoleão.

Musica Klezmer

Em yiddish, klezmer quer dizer musica. A partir do inicio do século XX, passou a designar a musica tradicional tocada em festas e casamentos de comunidades judias da Europa do Leste desde a idade média. O estilo musical atravessou séculos e teve continuidade com os imigrantes judeus em Nova York, a partir dos 1920. Durante um tempo, a musica klezmer ficou meio fora de moda. Nos anos 70, musicos de destaque voltaram a se interessar pelo gênero. Rolou um revival com novas interpretações e novas composições que, apesar de guardarem as bases tradicionais do klezmer, fundiram, se reviraram, se contemporanizaram.

A musica klezmer é principalmente instrumental. Os intrumentos daorchestra de klezmer tipica são: violino, cimbale, baixo, violocello e flauta. Bandas de jazz-klezmer, por outro lado, parecem muito com uma banda de jazz, onde a clarineta é usada para a melodia.

Talvez um dos caras mais conhecidos de jazz-klezmer hoje (ou ao menos é o cara mais conhecido por mim!) é o David Krakauer

No site dele, tem algumas musicas online pra quem estiver curioso.

Mais informações:
Wikipedia em inglês
Wikipedia em francês
Borzykowski/
Berkeley
David Krakauer

lundi 26 février 2007

Noite de chuva é hora de musica

Chuva, chuva, chuva. Um fim de semana "interno" mas simpatico.

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Show do Camille com seu novo projeto (The Anachronic Electro Orchestra) de musica electro-klezmer. São ele na clarinete, uma acordeonista, um contra-baixista e um dj. Excelente! Realmente uma otima surpresa (é, porque eu estava meio desconfiada...)

***

Além de tudo, geral tava là. Choppinho antes, durante e depois com amigos sempre contribui pro show.

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E mais: tudo isso do ladinho do ladinho de casa. Peguei a chuva de jeito.

jeudi 22 février 2007

La Môme Piaf





Là nos idos, quando eu ouvia Edith Piaf (raramente), o que vinha na cabeça era uma coisa meio romantiquê, meio lacrimogilda, meio intelô. E aih queridinhos, eu descobri que Edith Piaf é na verdade hard core punk rock.

é, eu fui ver o filme. Ela tem uma voz duca, pra começar. Daquelas que sai là do fundo das tripas e soh deixa uma opção pro ouvinte, a de se emocionar. Na vida pessoal, ela era rock'n'roll, doida e insuportavel, como toda boa estrela deveria ser. E soh se fodeu. Ai, ai, ai. O filme, pra completar a tragédia, resolveu provar que ela soh se fodeu. A pessoa sai meio tratorada do cinema, sabe com é que é. O filme é muito bem feito, a atriz estah excelente e eu gostei. Mas, sei não, sempre fico meio puta quando alguém tenta me tratorar.

Soh chorei a partir das tantas. O Julien tem a mania pentelha de me olhar a cada momento que ele julga emocionante de um filme pra verificar se eu estou chorando. Em respostinha, eu me contenho. Mas aih, depois de tantas, vieram os primeiros acordes de rien, rien de rien, je ne regrette rien, ni le bien, ni le mal, tout ça m'est bien égal e poluf, o soluço engasgado explodiu na garganta. E aih foi até o fim.

Estavamos no UGC, o Cinemax local. Eles tem a mania irritante e desrespeituosa de acender as luzes assim que aparece a primeira palavrinha dos créditos. Ou seja, não tem câmara de descompressão pra voltar à realidade, não tem escurinho pra você deixar rolar aquelas lagrimas remanescentes, enxugar o rosto, desavermelhar os olhos etc. Pah poum e você tem que imediatamente olhar sorrindo pra todos e todas, e aih gostou do filme?

lundi 19 février 2007

La Fanfare P4




Musica


Sabado a gente foi ver os meninos da P4 tocarem numa casa Batlo com certeza. Pena que tinha 1 milhão de pessoas numa sala pra 300. Os detalhes da casa mucho doida ficavam escondidos pela multidão, que, quando começaram a barrar na porta, começou a entrar pela janela. A gente viu o show e vazou. Perdemos, com muito grado, os djs dos balcãs (aif!). E não parava de chegar gente, não parava de chegar gente, tinha carro até a estrada e jah na estrada. Como se fosse um mega evento. E aih que eu nem sentei nos bancos que brotavam do chão, arrendodados e cobertos de pastilhinha colorida. Nem fui no balcão branco, em forma de mascara de monstro. Do lado de fora tinha ainda uma casa construida a partir de um barco: tinha o barco e o resto da casa, sobre pilotis, emendava da cabine do barco. E do outro lado tinha uma casa dos Smurfs. E eu nem tinha aceitado a proposta do cara que passou oferecendo "trips" (que alias eu entendi foi "tripas", tipo tripas de boi. Aif!).
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No domingo, La Glacière, que é uma antiga usina que virou lugar de treinamento da galera do circo. Fomos ver o novo espetaculo de Les Avissot (não pergunta que eu não sei. Alias, não sei nem se é assim que se escreve), três meninos que fazem musica, graça e jogam coisas pro ar. Divertido..
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E enquanto chovia, "The Lost City", que eu achei otimo, principalmente as cenas de musica e dança (dureza o Che, né? Ele é bem mais legal na pele do Gael…).

Tomemos é muito Cuba Libre porque, putz, os caras vão emendando traste e dominação. A guerra de independência contra a Espanha durou e durou e soh acabou porque os americanos intervieram. E aih Cuba virou colônia americana e depois teve mais ditador e Fulgencio e Fidel. Ufa. Que eles possam cantar e dançar. Liberdade à Cuba e rhum pra todos!